sábado, 25 de julho de 2009

Metade? Inteira?

Metade
Metade? Não sou de ninguém. Eu sou inteira, sempre fui. Não nasci faltando pedaços e por isso não sou metade.
Não quero um amor metade de ninguém. Nem da laranja, nem da maça. Como amar pela metade? Qual parte do corpo vou usar? A de baixo ou a de cima? A da esquerda ou da direita? A de dentro ou a de fora? A de trás ou a da frente? É por isso que nunca vou ser metade. Não quero ser meia: meio amante meio amiga; meio lembrada, meio esquecida; meio quente meio fria. Olha, eu sou inteira. Voce já viu metade de uma gota? Metade de uma dose? Metade de um tombo? Não viu e nunca vai ver, por isso sou inteira. Às vezes meio trincada, principalmente quando termina um amor, uma relação que nasceu metade... meia relaçao. Aí o que faço? Junto meus pedaços e me faço inteira de novo. Amo por inteiro. Mergulho de cabeça e às vezes o poço é raso e eu me quebro. Quebro a cara. Quebro o pescoço. Quebro o orgulho. Vou quebrando por ai a fora. E daí? Regenero rapidinho. Sou como aquela planária pequena na lâmina (é isso mesmo?), dos meus tempos de primário - recortada a gilete e inteira depois de algum tempo. Nem sei se se usa isso ainda – planária - mas, vamos em frente!
Posso não ser perfeita. Aliás, não sou. Qual a graça? O que iriam falar de mim? O que dá ibope é você ter falhas, fazer errado, cair. Por incrível que possa parecer levantar é o que esperam de você. Apesar da torcida pra você ficar no chão (se torcem para você não se levantar é porque sabem que você é capaz disso), caso contrário... qual a razão da torcida?
E aqui estou de novo... inteiraça como diria meu pai se aqui estivesse. Sempre pronta para começar de novo. Apesar de o corpo trazer na pele, nos ossos e nos músculos as marcas do tempo, estou novinha em folha. Prontinha pra recomeçar. Prontinha para amar... amar por inteiro, porque afinal de contas a vida...rssss... só dá uma safra.

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